quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Dois Julgamentos


Dois julgamentos

O humano de terno adentrou a grande sala, seguido pelos juízes humano e WarLock. O humano usava uma toga preta, além de uma peruca encaracolada branca, que deveria simbolizar sua sapiência, mas apenas o deixava mais gordo. O elegante juiz Warlock, por sua vez, usava uma toga vermelha, com uma braçadeira negra com o emblema real.
A sala se agitou, os repórteres ávidos por uma notícia esperavam à postos, alguns inclusive portando câmeras. Os réus, uma humana com 24 anos e um Warlord de 25, aguardavam de cabeças baixas. Ela com vergonha, ele com medo.

O humano de terno permaneceu em pé, enquanto os juízes dirigiriam-se aos seus respectivos assentos. O assento Warlock era cravejado com pedras azuis, adornado com folhas de ouro e emitia um tom de luz sobrenatural na sala, enquanto a cadeira do juiz humano se constituía de mogno finamente trabalhado.
- Este tribunal - disse o humano de terno - após a audição dos réus, testemunhas e especialistas WarLords em pediatria, condenam a mulher Sara Lanigan ao aborto do feto proveniente do WarLord Kinegan de Flanigan I e extração de seu útero maculado e indigno.
A sala irrompeu em murmúrios e um dos fotógrafos disparou o primeiro flash, que encheu a sala de fumaça.
O juiz humano elevou a voz e pediu silêncio, ou faria com que os mais audazes deixassem o recinto. Por fim, o humano de terno continuou:
- Este tribunal condena ainda o WarLord Kinegan de Flanigan I à castração, uma vez que ousou depositar sua semente na mulher Sara Lanigan e ressalta que, na ocasião de uma possível segunda ocorrência, o condenado deverá ser emasculado. Os condenados deverão ser conduzidos à Academia para os procedimentos separadamente e não deverão manter contato após este ato. É o que decidiram os juízes outorgados pela Rainha e por deus, que se faça valer a partir deste momento o proferido.
Mais 4 flashs foram disparados, tornando simplesmente insuportável permanecer naquela sala. Uma fileira de repórteres se levantou gritando perguntas aos condenados e aos juizes, que simplesmente se retiraram em silêncio


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