Não é possível que algo assim se sustente sozinho, pensa
qualquer um que observe a gigantesca construção da academia. Não pela
construção em si, que se constitui de 8 torres interligadas por passarelas por
onde centenas podem passar ao mesmo tempo, mas pela parte desta construção que
se projeta do penhasco por 200 metros, sustentada por um bloco de mármore
branco, sob o qual os dirigíveis entram em seus hangares, interligados ao
castelo por infindáveis escadarias que cruzam a terra.
Dizem que há 20 anos a terra ali era plana e terminava em
uma linda praia cheia de conchas, mas então vieram os Warlords e, em dias,
moldaram um penhasco perfeito para a construção que pretendiam.
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| Dirigível comum |
A construção de tijolos brancos abrigava a Academia
Britânica de Warlords e, embora seus residentes se referissem a ela apenas como
"A Academia", para os pobres moradores de Londres do fim do século
XIX era apenas o Castelo Warlock.
Obviamente nenhum humano, salvo exceções, tinha acesso a
todo o complexo, mas seu imenso jardim, à frente da propriedade, era visitado
aos finais de tarde por senhoritas e jovens senhores, sempre em dupla,
caminhando calmamente enquanto flertavam através de sorrisos e saudações sempre
muito bem comportadas.
A academia era fortemente guardada pelos guardas reais, não que fosse
necessário, mas acredita-se que seja mais uma questão de agradar a rainha e
lembrar aos Lordes que ali AINDA ERA território inglês.
Os pobres e mendigos não freqüentavam aquele lugar: a única
estrada de acesso se constituía de uma íngreme e longa ladeira e uma densa
floresta, localizada em uma área nobre da cidade, já longe do centro. A subida
desencoraja qualquer um que deseje fazer o caminho à pé. Cogitou-se uma linha
de bonde que interligasse A Academia até o centro, mas a atitude foi rejeitada
pelo Conselho de WarLords.
Qualquer mendicante ou vendedor que por ali, por ventura, se aventurasse era
imediatamente retirado pelos guardas reais. É como estar no interior, mas há 20
minutos do centro de Londres, onde a população crescente se acotovela por mais
espaço nas ruas, desviando de poças d'água e estrume dos cavalos que se
acumulam nas sarjetas


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