Entrevista
concedida para a radio Boas Notícias
-
Bom dia caro ouvinte da rádio preferida da rainha! Estou de frente com o Dr.
Todrick Schmoodt, professor da Universidade de Londres, o maior especialista em
Warlocks da Inglaterra e do Mundo. Bom dia, Dr Schmoodt!
- Bom dia, Claudia. É um prazer estar falando com você. Em primeiro lugar
gostaria de agradecer a oportunidade de esclarecer este assunto para o grande
público diante das últimas decisões reais. Mas friso que não sou o maior
especialista do mundo a respeito do assunto. Acho que estou só engatinhando.
-
Pois bem, a Rainha decidiu outorgar o título de Lord a todos os Warlocks que
jurem fidelidade à coroa. Esta decisão
tem gerado muita incerteza nos nossos ouvintes, que acreditam que os
Warlocks deveriam permanecer longe dos assuntos reais, por sua natureza e
periculosidade. O que o senhor pode nos esclarecer a respeito?
- Pois bem, Claudia, os WarLords responderão diretamente à rainha e ao
parlamento. Ao fazerem isso, concordam com as diretrizes do Pacto de 1890. É
uma maneira de manter os Warlocks do lado em que deveriam estar: do bem comum.
-
Mas conceder um título de nobreza "por nada"? Nossos ouvintes pensam
que isso é favorecimento destas pessoas.
- Veja bem, Claudia. Entendo o temor, mas o título de Lord ou Lady dado a um
Warlock durará apenas uma geração, entende? Pois o Warlord, ao jurar fidelidade
à coroa, não pode se casar ou reproduzir, conforme o estabelecido no Pacto
internacional de 1890. Após a morte deste Warlord, qualquer fortuna que tenha
acumulada voltará ao estado.
- O senhor não considera
perigoso manter estes seres perto de pessoas importantes, como ministros,
parlamentares e a própria rainha?
- Veja bem, Claudia, primeiramente gostaria de não me referir a estas pessoas
como "seres". Eles são pessoas, como nós. Tem pais
"pessoas", primos "pessoas", tios "pessoas". Na
Infância tiveram um cachorro, como eu e você e foram à escola. Mas, não, não
acho perigoso. Nossos parlamentares já tomam os devidos cuidados desde sempre
para evitar a influência dos warlocks.
- O senhor se refere aos colares de Taunio?
- Exato.
- Mas os testes já provaram que eles não são 100% eficientes.
- Veja bem, você tem razão, Claudia, mas eles são eficazes em mais de 90% das
vezes. O que é mais que suficiente para que o segurança de um parlamentar, por
exemplo, tome as devidas providências.
- Doutor, há quem defenda o
caçada e o extermínio de warlocks. O que o senhor acha disso?
- Um absurdo, Claudia! Por isso o Pacto
de 1890 foi criado. Para que possamos
coexistir. Uma vez que não sabemos por que em um casal de gêmeos, um pode se
tornar um warlock e o outro crescer completamente ordinário. Não adianta pensar
em extermínio. A população de warlocks é pequena: em torno de 1 a cada 50 mil.
Seu surgimento não está ligado à nenhum traço genético, ideologia ou credo. Por
mais que as pessoas insistam em pensar que o filho de um warlock será um
warlock, a probabilidade é igual a de qualquer pessoa. A lei que proíbe um
warlock de se reproduzir se dá exclusivamente devido ao espólio.
- Há como alguém se tornar um Warlock para tentar receber o título, Doutor?
- Não há como ninguém se tornar um warlock por opção, Claudia. Assim como não
há como mudar a cor dos seus olhos de castanhos para azuis. A natureza da força
do Warlord é desconhecida. Os próprios estudiosos Worlock apenas teorizam a
origem de suas forças e por que determinados charms funcionam e outros não. É
uma ciência nova, que só se estabeleceu
há pouco mais de duas décadas, quando decidimos abraçar os warlock, ao invés de
persegui-los. Tenho certeza de que daremos passos gigantescos nos próximos
anos. Passos que mudarão o destino da humanidade como um todo.
- O senhor acredita que não é magia? É ciência?
- Veja bem, Claudia, antes de entendermos o eclipse, todos acreditavam ser o
fim do mundo, um monstro que cobria o sol, a ira de deus. Algumas coisas são
mais obvias, outras menos. Parto do princípio que se é possível mensurar, é
ciência. Não sabemos a origem da gravidade, mas é uma força inegável, assim
como a dos Warlock.

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